Investigação contra prefeito é rejeitada em votação na Câmara
A Câmara Municipal de Bragança Paulista rejeitou, na sessão realizada nesta quarta-feira (18), o pedido de investigação que poderia resultar na cassação do prefeito Edmir Chedid (União). A denúncia apontava possível infração político-administrativa, incluindo quebra de decoro e cerceamento à liberdade de imprensa.
O pedido foi protocolado pelo médico Dr. César Alves e pela deputada estadual Paula da Bancada Feminista (PSOL). A votação terminou com 8 votos favoráveis à abertura da investigação, 10 contrários e uma abstenção, resultado que impediu o prosseguimento do processo.
A representação teve como base um episódio ocorrido no dia 12, quando o prefeito discutiu com ex-funcionárias da rede municipal de educação durante manifestação e retirou o celular de um jornalista da rádio Bragança FM que realizava a cobertura do ato. A denúncia também mencionava outros pontos, como supostas irregularidades na Secretaria de Educação, alegações de nepotismo e desentendimentos com moradores e vereadores.
Durante a sessão, vereadores que defenderam a investigação criticaram a postura do chefe do Executivo e destacaram a necessidade de apuração dos fatos. Já os parlamentares contrários argumentaram que a denúncia teria motivação política e não apresentaria fundamentos legais suficientes para justificar a abertura de processo de cassação.
Em nota, a Prefeitura afirmou reconhecer o direito constitucional à manifestação e à liberdade de imprensa, lamentou o episódio e mencionou que o jornalista envolvido atua em emissora com posicionamento político contrário à gestão municipal.
Votaram a favor da investigação os vereadores Bruno Sucesso (SD), Quique Brown (Avante), Juninho Boi (PSB), Mauro Moreira (Rede), Cláudio Coxinha (PSD), Fabiana Alessandri (União), Miguel Lopes (PSD) e Gabriel Gomes Curió (PSD).
Votaram contra o pedido Bruno Leme (PDT), Camila Marino da Saúde (MDB), Fábio Nascimento (Republicanos), Jocimar Scotti (PL), Jota Malon (PSB), Missionária Pokaia (PRD), Rafael de Oliveira (União), Sidiney Guedes (PRD), Soninha da Saúde (PP) e Ismael Brasilino (PL).
Com o resultado, o pedido de investigação foi arquivado.

